quinta-feira, 2 de Agosto de 2012 0 comentários

1ª Dinastia-Dinastia De Borgonha

D.Afonso I - (1139 - 1185 ) -" O Conquistador"
Ainda que no principio do seu reinado, D. Afonso Henriques fosse obrigado a submeter-se a seu primo Alfonso VII, começou a usar o título de rei, depois da sua vitória sobre os Muçulmanos em Ourique ( 25 de Julho de 1139 ). 

Em 1143 o seu primo aceitou a sua autonomia, mas o título de rei só foi formalmente concedido em 1179, quando Afonso Henriques colocou Portugal sob a protecção directa da Santa Sé ( no pontificado de Alexandre III ), prometendo um tributo anual.


Em 1131 muda a capital de Guimarães para Coimbra. Em 1135 conquista Leiria. Em 1137 vence os Leoneses na batalha de Cerneja, mas os mouros aproveitando-se das quezílias entre D. Afonso Henriques e o seu primo Afonso VII conquistam o castelo de Leiria, e ameaçam Coimbra. D. Afonso Henriques convence o rei de Leão e Castela a fazer as pazes, em Tui, e reconquista Leiria (1145). A seguir lança-se sobre os mouros e vence-os na batalha de Ourique em 25 de Julho de 1139. A partir deste momento D. Afonso Henriques considera-se rei de facto. Comunica essa decisão a Afonso VII, mas este não aceita.


A Batalha de Ourique
Tratado de Zamora - Acordo de paz celebrado, em 1143, entre D. Afonso Henriques e D. Afonso VII de Leão. Após cerca de três anos sem hostilidades entre os dois territórios vizinhos, o encontro de Zamora serviu para definir as cláusulas da paz e, possivelmente, os limites de cada Reino.

Ao mesmo tempo, foi reconhecido o título de rei a D. Afonso Henriques, reafirmando-se os seus laços de vassalagem em relação a Leão, porque Afonso VII considerava-se Imperador e portanto podia ter reis como vassalos.


Tratados na História de Portugal

As Ordens Militares Religiosas

Conquistou Santarém (Março de 1147) e Lisboa (Outubro de 1147), esta com a ajuda de cruzados Ingleses, Franceses, Alemães e Flamengos que iam para a Palestina. Um padre inglês, Gilbert of Hastings, tornou-se o primeiro bispo ( depois da reconquista ) da restaurada sé de Lisboa. 

Fundou o mosteiro de Santa Cruz de Coimbra (1131), propiciando assim a reunião das dioceses portuguesas à metrópole de Braga, e mandou erigir numerosos castelos fronteiriços, datando de 1135, como já se disse, a fundação do castelo de Leiria, um dos pontos estratégicos para o desenvolvimento da Reconquista. D. Afonso Henriques convoca as primeiras cortes em Lamego em 1143 ( Lendárias) 

Tomaria ainda Almada e Palmela, que se entregaram sem luta, conquistando posteriormente, em 1159, Évora e Beja, que perderia pouco depois a favor dos mouros. A reconquista de Beja foi de novo possível em 1162, reocupando-se também Évora, com a ajuda de Geraldo Sem Pavor, em 1165. Em 1168 um exército português comandado pelo futuro D. Sancho I atacou Ciudad Rodrigo, mas os portugueses foram derrotados pelo rei leonês.

Em 1169, D. Afonso Henriques teve que socorrer Geraldo Sem Pavor, que cercava Badajoz, na posse dos muçulmanos mas que o rei de Leão pretendia para si. Geraldo já tinha conseguido ultrapassar a muralha exterior mas os mouros resistiam fechados na alcáçova, no entanto os portugueses foram surpreendidos pela chegada de reforços leoneses, que chegaram a ajudar os muçulmanos por interesse, vendo-se obrigados a fugir.

Na fuga, porém, D. Afonso Henriques sofreu um acidente, bateu de encontro a uma das portas da muralha, partiu uma perna e foi feito prisioneiro pelos cavaleiros leoneses que o levaram a presença do rei D. Fernando II de Leão, que o tratou com respeito que lhe merecia como pessoa e como sogro, pois tinha casado com D. Urraca filha do rei português. A libertação do rei foi conseguida em troca de um resgate em dinheiro (cerca de duas toneladas e meia de ouro). e da entrega das praças de Trujillo, Cáceres, Santa Cruz, Monfrague e Montanchez. Os dois soberanos assinaram um tratado de paz em Pontevedra, estabelecendo as fronteiras dos dois reinos. Mais tarde quando os sarracenos atacaram Santarém, Fernando II acudiu em socorro do sogro.

Este incidente pôs fim à carreira militar do 1º rei de Portugal, na altura com cerca de 61 anos, visto que naquele tempo era impossível recuperar de uma fractura profunda e nunca mais pode montar a cavalo, passando a deslocar-se numa carreta de madeira. Seu filho, o futuro D. Sancho I passou a comandar os exércitos portugueses. Em 1158 conquista Alcácer do Sal, de 1165 a 1169 conquista Évora, Beja e Serpa, que voltam a ser perdidas para os muçulmanos que recuperaram grande parte do Alentejo.


Os Judeus em Portugal 
Manifestis Probatus".
Portugal Reino Independente ( 1179 ) - Ainda que realmente Afonso VII de Leão, primo de D. Afonso Henriques, aceitasse em 1143 pelo tratado de Zamora, que D. Afonso Henriques usasse o título de Rei de Portugal, só em 1179 a autonomia ou independência de Portugal foi reconhecida pela Santa Sé com a bula "Manifestis Probatus".

A Certidão de Nascimento de Portugal
Ainda que a dinastia Marroquina dos Almohads voltaram a atacar ( 1179-84 ), quando Afonso I morreu, a fronteira Portuguesa estava firmemente estabelecida no Tejo.
As novas ordens militares, Templários , Calatrava (desde 1156), e Santiago ( desde 1170), etc., governaram castelos e territórios na fronteira, e os Cistercienses foram responsáveis pela introdução da agricultura e arquitectura no centro de Portugal (Alcobaça). 

D. Afonso Henriques , filho do conde D. Henrique e de D. Teresa, nasceu provavelmente na alcáçova de Coimbra nos fins de 1108 ou princípios de 1109. Há no entanto historiadores, que fixam o seu nascimento em Viseu ou Guimarães. Casou em 1146 com Mafalda de Sabóia, filha de Amadeu III de Sabóia, e do matrimónio tiveram pelo menos sete filhos, um dos quais o futuro rei Sancho I. Morreu em 6 de Dezembro de 1185 e está sepultado na igreja de Santa Cruz em Coimbra. D. Afonso Henriques arma-se cavaleiro na antiga Igreja de São Salvador em Zamora.


D. Afonso Henriques 
D. Afonso Henriques foi pedra fundamental na fundação da nacionalidade portuguesa. Embora Oliveira Martins o tenha considerado "um Pelágio" lusitano, corajoso e valente, mas actuando mais como um guerrilheiro do que como general experimentado, é mais merecedor do elogio de Alexandre Herculano, que pede aos portugueses que quando passarem por Coimbra, visitem o seu túmulo na Igreja de Santa Cruz, e lhes prestem homenagem, porque se não fosse ele, não só não existiria a Nação com não existiria o próprio nome de Portugal. 

Realmente D. Afonso Henriques foi um brilhante guerreiro e comandante militar e conquistou mais território aos muçulmanos que qualquer outro rei da Península 







Camões diz de D. Afonso Henriques:

...Vede o primeiro Afonso, cuja lança 
Escura faz qualquer estranha glória; 

D.Sancho I


O reino e a reconquista.


D.Sancho I (1185-1211) - "O Povoador"

Nos últimos anos do seu reinado, Sancho envolveu-se numa disputa com o Papa Inocêncio III sobre o pagamento do tributo devido à Santa Sé e com o Bispo do Porto, que recebia apoio de Inocêncio III. Mas a paz foi feita depois da sua morte, e deixou ao seu filho Afonso II, o Gordo (1211-1223), o esforço de aumentar o poder do trono à custa da Igreja. 



Sancho I casou em 1174 com Dulce de Aragão, irmã do seu soberano reinante Afonso II. 

Conquista a importante cidade de Silves, a 3 de Setembro de 1189. No entanto a conquista dura pouco, e Silves que já tinha sido anteriormente conquistada por Fernando Magno de Leão em 1060 e depois perdida, volta a cair nas mãos dos árabes em Abril de 1191, conquistada por Ibne Juçufe.

Durou pouco o título que D. Sancho I tinha adoptado de :" Sancius, Dei Gratia, Portugallis Rex, Silvis et Algarbii Rex". Concedeu diversos forais, em especial a localidades da região da Beira e de Trás-os-Montes, entre as quais Gouveia, Covilhã, Viseu, Avô, Bragança, Pontével e a futura cidade da Guarda. Doou terras e castelos às ordens militares (Hospitalários, Templários, Calatrava, Santiago) reconhecendo e reforçando o papel militar e económico que estas últimas desempenharam.

O Foral da Guarda foi concedido em 27 de Novembro de 1199.


A Conquista de Silves

D. Sancho I nasceu a 11 de Novembro de 1154, em Coimbra, filho de D. Afonso Henriques e de D. Mafalda. Casou em 1174 com D. Dulce de Aragão e morreu também em Coimbra em 26 de Março de 1211.










D. Afonso II

D. Afonso II - "O Gordo" ou o "Gafo" (1211 - 1223)

Ainda que Afonso II não fosse um rei com ardor guerreiro, os seus homens de armas estiveram ao lado dos Castelhanos comandados por Afonso VIII de Castela, na grande victória Cristã de Navas de Tolosa em 1212, e novamente com a ajuda dos cruzados, reconquistou Alcácer do Sal em 1217.

Entretanto Afonso II não aceitou as doações de grandes terras e propriedades feitas pelo seu pai aos seus irmãos, aceitando só as dadas às suas irmãs, depois de uma guerra com Leão, e com a condição, garantida pelo papa, de que lhe reconheceriam a sua soberania.


No primeiro ano do seu reinado, Afonso II convocou as cortes em Coimbra, para as quais só foram citados a nobreza e o clero ( os representantes do povo não apareceram nas Cortes até 1254). Ambos os estados obtiveram grandes concessões; de facto, a posição da igreja e das ordens religiosas era agora tão forte que Afonso II e os seus sucessores viram-se envolvidos em constantes conflitos com Roma.
O próprio Afonso II instituiu ( desde 1220) AS INQUIRIÇÕES, ou comissões reais, para investigar a natureza das concessões e retomar tudo aquilo que tinha sido ilegalmente tomado à coroa. Nos seus últimos anos, Afonso II que sofria de lepra e obesidade, teve problemas com o arcebispo de Braga, que era apoiado pelo papa Honório III, desafiou o papado e foi excomungado.
D. Afonso II era filho de D. Sancho I e de D. Dulce, nasceu em Coimbra 1185 e morreu na mesma cidade ( provavelmente de lepra ) em 1223. Casou com D. Urraca filha de D. Afonso VIII de Castela.

Dominicanos - O primeiro Convento 

D. Sancho II " O Capelo" (1223-1248)



Pouco se sabe do reinado de Sancho II (1223-talvez 1246), mas no seu reinado efectuou-se a reconquista total do Alentejo e de algumas partes do Algarve. Na sua subida ao trono, Sancho II encontrou a igreja em grande ascendência, devido às concessões feitas pelo seu pai antes de morrer

Existem alguns documentos do próprio governo de Sancho II relatando os conflitos, mas os últimos anos do seu reinado parecem ter deslizado em pura anarquia.
Incgeracao.jpg (8925 bytes) Bula "Carissimus in Christo" de Gregório IX

Durante estes acontecimentos, ao seu irmão mais novo Afonso, que se tornou conde de Bolonha por casamento (1238) com Matilde, filha do conde Conde Raynald I de Dammartin, foi apresentada uma comissão enviada pelo papa (1245) pedindo-lhe que tomasse o poder em Portugal, e depondo Sancho II por uma bula papal.

Quando Afonso chegou a Lisboa ( finais de 1245 ou princípio de 1246), recebeu o apoio da Igreja e dos habitantes de Lisboa e outras cidades. Depois de uma guerra civil que durou dois anos, Sancho II retirou-se para Toledo, morrendo ali em Janeiro de 1248.

D. Sancho II, quarto rei de Portugal, nasceu em Coimbra em 1209, e morreu em Toledo em 4 de Janeiro de 1248. Era filho de D. Afonso II e de Urraca, neto, pelo lado materno do rei de Castela, Afonso VIII, e de Leonor de Inglaterra. Subiu ao trono em Março de 1233. 

Herdou o trono com 13 anos e embora sendo bom guerreiro, digno continuador de D. Afonso Henriques, foi fraco administrador e político, completamente incapaz de resolver os problemas do reino, deixados pelo seu pai e vítima da sua falta de habilidade política acabou por ser deposto pelo Papa, a favor de seu irmão D. Afonso III. 

Casou em data incerta, mas não antes de 1240, com D. Mécia Lopes neta de Afonso IX de Leão. Não teve filhos.

D. Afonso III
D. Afonso III ( 1248- 1279 ) - O Bolonhês




Á sua chegada o conde de Bolonha ( por ser casado com D. Matilde condessa de Bolonha ) tinha-se auto-proclamado rei como Afonso III, mas a morte de Sancho II sem descendentes deu a esta usurpação um manto de legalidade.

D. Afonso foi regente ( visitador, procurador ou defensor do reino de 1245-1248)

Uniu o reino dividido, completou a reconquista do Algarve, transferiu a capital de Coimbra para Lisboa em 1256, e, fortificou-a com a edificação de torres, convocou as Cortes em Leiria nas quais foram convocados pela primeira vez em Portugal os representantes das municipalidades ( Representantes do Povo).

A sua conquista do Algarve provocou a inveja de Castela. Travaram-se duas campanhas, nas quais seguramente Afonso III foi perdedor, porque a paz foi feita através do seu pacto de casamento com a filha do rei de Castela.

Ainda que marido de Matilde de Bolonha, Afonso III casou com Beatriz, filha ilegítima de Afonso X de Castela, mantendo-se o território em disputa do Algarve como um feudo de Castela até ao momento em que o filho mais velho do matrimónio atingisse a idade de sete anos, altura em que o Algarve passaria para Portugal.

Este casamento levou-o a uma disputa com a Santa Sé, na qual Afonso III foi declarado interdito. Apesar da sua ligação inicial com Roma, recusou-se a obedecer ao Papa; e em 1263 o seu casamento bígamo foi legalizado, e o seu filho mais velho, Dinis, foi legitimado. Afonso III lançou INQUIRIÇÕES, que resultaram com que a igreja fosse privada de muitas propriedades.

Os prelados protestaram contra estas acções das comissões reais, e a maioria deles abandonou seguidamente o país. Ainda que Afonso III fosse excomungado e ameaçado com a deposição, continuou a desafiar a igreja até pouco antes da sua morte em 1279. 

Os logros conseguidos no reinado de Afonso III foram principalmente

Completar a reconquista
Assegurar o poder real perante a igreja
Incorporar os representantes do povo nas Cortes

indicando para a época, importantes avanços institucionais.

Em 1254, D. Afonso III convocou representantes das três ordens estatais (clero, nobreza e povo) para a realização de um conselho magno, em Leiria. A partir dessa data, a velha cúria de nobres e clero deu origem a uma nova instituição, surgindo o conceito de “pacto político” entre o monarca e os seus súbditos. Em 1255 mudou a capital de Coimbra para Lisboa. 

Com o passar dos séculos, as Cortes que se realizaram na igreja de São Pedro, dentro da muralha do Castelo de Leiria, deram origem ao moderno Parlamento.

D. Afonso III era o segundo filho de D. Afonso II e de D. Urraca, e nasceu provavelmente em Coimbra em 5 de Maio de 1210. Casou inicialmente com D. Matilde, condessa de Bolonha em 1238, e o seu segundo casamento com D. Beatriz filha ilegítima de D. Afonso X - O Sábio, só foi legalizado em 1263. Morreu a 16 de Fevereiro de 1279 e está sepultado em Alcobaça. D. Afonso III e sucessores, passam a denominar-se "Reis de Portugal e dos Algarves",

Em 1269, Os primeiros monges do Mosteiro de Alcobaça, abrem a primeira escola pública.



A sociedade feudal

A sociedade feudal era composta por três "estamentos" (três grupos sociais com status fixo): o clero, a nobreza e os camponeses. Apresentava pouca ascensão social e quase não existia mobilidade social (a Igreja foi uma forma de promoção, de mobilidade).


O clero tinha como função oficial rezar. Na prática, exercia grande poder político sobre uma sociedade bastante religiosa, onde o conceito de separação entre a religião e a política era desconhecida. Mantinham a ordem da sociedade evitando, por meio de persuasão e criação de justificativas religiosas, revoltas e contratações camponesas.

A nobreza (também chamados de senhores feudais) tinha como principal função guerrear, além de exercer considerável poder político sobre as demais classes. O Rei lhes cedia terras e estes lhe juravam protecção (relações de suserania e vassalagem).


Os servos da gleba constituíam a maior parte da população camponesa, eles eram presos à terra e sofriam intensa exploração, eram obrigados a prestarem serviços à nobreza e a pagar-lhes diversos tributos em troca da permissão de uso da terra e de protecção militar. Embora geralmente se considere que a vida dos camponeses fosse miserável, a palavra "escravo" seria imprópria. Para receberem terras de seus senhores, assim como entre nobres e reis, juravam-lhe fidelidade e trabalho vassalagem.

continua..........
segunda-feira, 30 de Julho de 2012 0 comentários

Como cresceu Portugal


D. Afonso Henriques, logo que conseguiu a independência do Condado Portucalense, procurou alargar o território para conquistar terras a Sul do rio Tejo, lutando contra os árabes (mouros). Conquistou cidades como Leiria, Santarém, Lisboa, Alcácer do Sal e Évora.
     Nestas lutas, os portugueses foram ajudados pelos Cruzados, Nobreza, Clero e o Povo, que em nome da fé cristã combatiam os mouros.
    Mas nestas batalhas, o rei foi perdendo algumas terras que havia conquistado porquue não havia ninguém para as habitar e defender.
   As lutas entre portugueses e os mouros duraram muitos anos: umas vezes os portugueses conseguiam empurrar os mouros para o Sul, outras vezes os mouros empurravam os portugueses para o norte.
   Mas só em 1249, no reinado de D. Afonso  III os Mouros foram expulsos definitivamente do território que é hoje Portugal, mais propriamente do Algarve.
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Origem de Portugal


Em 711, o povo cristão, refugiado no norte da Península Ibérica, organizou-se para lutar contra os Árabes que tinham invadido a Península.
         Nesta luta contra os árabes (Mouros), os cristãos foram reconquistando o território que tinham perdido. À medida que iam reconquistando outras terras iam-se formando novos reinos cristãos – Leão Castela e Navarra...
         Em 1086 D. Afonso VI, rei de Leão e Castela, para continuar as reconquistas é auxiliado na luta contra os Mouros por cavaleiros que vieram de outros reinos da Europa. Entre estes, distinguiu-se D. Henrique que, como recompensa pela sua bravura, recebeu o condado Portucalense e a mão de D. Teresa, filha de D. Afonso VI, ficando obrigado a prestar serviços ao rei de Leão.
D.Henrique
         O Conde D. Henrique procurou alargar os limites do Condado Portucalense e torná-lo um reino independente: mas morreu sem o conseguir.
         Depois da morte do conde D. Henrique, o governo do Condado ficou nas mãos de D. Teresa que se subordinou ao rei de Leão e Castela. D. Afonso Henrique, filho de D. Teresa e D. Henrique, não gostando que a sua mãe se tenha ligado a um fidalgo galego (rei de Leão e Castela), resolveu lutar contra ela, vencendo-a na Batalha de S. Mamede (1128) perto de Guimarães em que D. Afonso Henriques passou a governar o condado com apenas 17 anos.
D.Afonso Henriques
         Pela luta se ter travado no Castelo de Guimarães se diz que Guimarães é o “berço da nacionalidade”. Seguindo os desejos do seu pai, Afonso Henriques lutou contra o rei de Castela e Leão para conseguir a independência do Condado Portucalense e alargar o território.
         Mas só em 1143 é assinado o Tratado de Zamora, em que o rei de Leão e Castela reconheceu D. Afonso Henriques como  rei. O Condado Portucalense passa a chamar-se Reino de Portugal e D. Afonso Henriques é o 1º rei de Portugal. A ele lhe foi atribuído a alcunha de «O Conquistador» por ter conquistado muitas terras aos mouros.
domingo, 29 de Julho de 2012 0 comentários

Breve História de Portugal


Como é sabido, Portugal foi, é e será sempre conhecido como um país de conquistadores. Após as ocupações e batalhas entre inúmeros povos, nomeadamente os Romanos, Bárbaros, Muçulmanos, entre muitos outros, surgiu em 1125 um jovem com apenas 14 anos de idade, que se forma cavaleiro e guerreiro independente. Esse jovem chamava-se Afonso Henriques.
Em 1128, após ter vencido a Batalha de São Mamede (em Guimarães), Afonso Henriques declara o Condado Portucalense como principado independente.
Com o passar do tempo foi travando batalhas contra a actual Espanha e contra os Muçulmanos. Em 1139 venceu os Mouros na Batalha de Ourique e nasceu o Reino de Portugal, sendo D. Afonso Henriques coroado como o Primeiro Rei de Portugal.
Em 1143 é reconhecida a independência de Portugal por parte do rei de Castela, através do famoso tratado de Zamora.
 
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D.Afonso Henriques - 1º Rei de Portugal












Por volta do séc. XV, Portugal inicia a “Era dos Descobrimentos” e conquista praças em África, como Ceuta vindo mais tarde a conquistar Alcácer Ceguer, Arzila, Tânger e posteriormente seguiam-se Safim, Mazagão e Azamor.
 A riqueza não parava de aumentar e as conquistas alastravam. Os portugueses redescobrem a Madeira e descobrem os Açores. Mais tarde descobrem Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola e a Guiné.
vascodag.jpgNo dia 8 de Junho de 1497, Vasco da Gama viria a iniciar a “Rota Comercial Marítima para a Índia” que se alastraria ao longo da Costa Africana até á Índia. Por sua vez, Cristóvão Colombo olhava para Oeste (as “Américas”). Foi então que em 1500, Pedro Álvares Cabral navegou até às Américas e conquistou o Brasil.
 
Navegador Vasco da Gama
 

Em 1514, Jorge Álvares chega á China e em 1543 Francisco Zeimoto, António Mota e António Peixoto chegam ao Japão.
Nessa época, Portugal era uma potência Mundial, beneficiando toda a Península Ibérica. Os portugueses importavam especiarias (coentros, gengibre, pimenta, caril, açafrão…), café, arroz, amendoins, ananás, milho, batata, tomate, ouro, diamantes, entre muitas outras coisas, sem esquecer o famoso Chá do Oriente que os Ingleses receberam e introduziram na sua cultura. Muitos destes produtos eram desconhecidos até então na Europa.
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                            Caravela Portuguesa
 
Com o passar do tempo, as principais colónias tornaram-se independentes e a 3 de Outubro de 1910 implantava-se a República Portuguesa. Em 1928 António de Oliveira Salazar entrava para o Governo e com a sua mentalidade nacionalista e conservadora, rejeitava o comunismo e o liberalismo económico e político. Todos os partidos políticos, excepto o “Partido Comunista Português” desapareceram. A censura instalou-se e as greves eram proibidas. Os dirigentes políticos eram perseguidos pela PIDE (polícia politica).
No dia 25 de Abril de 1974, deu-se o golpe de estado mais bem sucedido da história – “A Revolução dos Cravos”. O exército português e os portugueses em geral revoltaram-se. Quando os soldados saíram ás ruas alguém começou a distribuir cravos vermelhos pelos soldados. Cada soldado colocou um cravo vermelho no cano da espingarda. Mas…como é que as tropas souberam do momento ideal para entrar em acção?
Tudo vinha a ser planeado desde algum tempo e a chave de tudo foi um sinal dado na rádio através de uma senha, que não era nada mais, nada menos do que uma música de “Zeca Afonso” – “Grândola Vila Morena”. As tropas estavam em marcha e o povo saía à rua. Estava instalada a liberdade em Portugal.
 
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